PRIMEIROS SOCORROS - Acidente de viação



Procedimentos que o socorrista deverá seguir por ocasião de um acidente de viação:

1 - Parar imediatamente.

2 - Tomar medidas adequadas a evitar novos acidentes: utilização do triângulo de pré-sinalização de perigo e das luzes de emergência.

3 - Comunicar, através do número nacional de emergência - 112, com a G.N.R. ou a Polícia e, havendo feridos, solicitar a presença de ambulância.

4 - Não deslocar os feridos, não puxar pelos seus membros, não lhes dar de beber (água ou álcool), não lhes retirar o capacete, não os deixar expostos ao frio ou intempéries.

5 - Deverão existir cuidados com a proximidade de combustível, ácido de bateria e fragmentos de vidros.

6 - Dever-se-á tentar retirar a vítima do carro desligando a viatura, libertando o cinto de segurança. Pegar na vítima por trás (pela roupa e pelos antebraços) e retirá-la do carro amparando sempre a cabeça de forma a não agravar lesões cervicais se fôr o caso.
Em caso de paragem respiratória deverá praticar-se imediatamente ao ferido a respiração artificial boca a boca.



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Cuidados em viagens de verão

Micoses

O que é?
A micose é uma infecção na pele causada por fungos.
Como age
Os fungos estão presentes no meio ambiente, nas pessoas, nos animais. Eles gostam de umidade e calor e se alimentam da queratina que fica na superfície da pele. Então, quando o calor aumenta - como no verão -, as circunstâncias ficam ideais e eles começam a se reproduzir, causando a micose.

Sintomas
A micose pode surgir em diferentes partes do corpo e tem aparências diversas. Pode ser uma mancha em forma de círculo, ou bolinhas cheias de água, ou com descamação na borda... Nos pés, é comum uma descamação no meio dos dedos e bolinhas na sola. Nos homens ela aparece muito na virilha, onde causa avermelhamento e descamação. Em crianças, podem causar queda de cabelo quando surgem no couro cabeludo.

Como prevenir?
O ideal é evitar locais propícios para o crescimento de fungos, isto é, úmidos e quentes. Então, evite: andar descalço em vestiário de piscina, tocar em animais desconhecidos (principalmente se seus pêlos estiverem caindo), usar calçados de outras pessoas. Além disso, tente sempre deixar o ambiente arejado, ande descalço dentro de casa e use sandálias abertas sempre que possível, use roupas de algodão que facilitam a transpiração, enxugue bem todas as "dobras" do corpo: atrás do joelho, entre os dedos...

Como tratar?
O tratamento pode ser feito com remédios ou cremes, dependendo do local e da extensão atingida.

A quem recorrer?
Se perceber algum sintoma, procure seu dermatologista.



Brotoejas

O que é?
Também chamadas de miliária, brotoejas são erupções que acontecem em criancas, na regiao das "dobras", como o pescoço.

Como age
As brotoejas estão relacionadas à secreção das glândulas sudoríparas. Elas aparecem como resultado do calor e do excesso de transpiração.

Sintomas
Elas se apresentam como bolhinhas de água vermelhas, acompanhadas de coceira.

Como prevenir?
Já que brotoejas são resultado do excesso de transpiração, a solução é tentar prevenir isso. Evite sol e ambientes muito quentes (como um carro estacionado sob o sol), mantenha o quarto ventilado, não agasalhe demais as crianças (nem para dormir), não exagere na temperatura do banho e não forre seus colchões com plástico.

Como tratar?
Além dos cuidados citados acima, você pode misturar maizena no banho da criança ou passar pasta d'água (comprada em farmácias). Isso vai acalmar a pele.

A quem recorrer?
Se perceber algum sintoma, procure seu dermatologista.


ATENÇÃO: Estas são informações gerais sobre o assunto, descritas em literatura médica ou por médicos especializados. Este texto não deve ser usado para qualquer tipo de diagnóstico ou automedicação. Em caso de qualquer suspeita, procure imediatamente seu médico.


Fonte: http://saude.terra

Cuidados com a pele sob o sol

Para se proteger do envelhecimento precoce, queimaduras e, principalmente, do câncer de pele, o uso de protetor solar é fundamental.
Ao contrário do que você pode imaginar, você deve usar protetor todos os dias, não apenas quando for tomar banho de sol. No dia-a-dia, provavelmente, você não corre o risco de queimaduras, mas o acúmulo de exposição ao sol é o principal desencadeador do câncer de pele.



Escolha bem:
• O filtro solar deve oferecer proteção contra UVA e UVB.
• Prefira um tipo resistente à água.
• Opte por protetores sem fragrância ou corantes. Isso diminui o risco de fotoalergias.
• Veja se ele é apropriado ao grau de oleosidade da sua pele, para não induzir a formação de cravos e espinhas.
• Não é recomendável usar qualquer tipo de protetor ou bronzeador feito em casa. Eles podem ser causa de alergia e potencializar a ação da luz do sol, aumentando os danos.
Na praia ou piscina:
• O produto deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição.
• Reaplique-o sempre que você sair da água, e com a freqüência indicada na embalagem do produto que você estiver usando.
Não se esqueça de passar:
• É muito comum esquecer de passar em certos locais como orelha, pés, axilas. Não se distraia! O esquecimento pode causar queimaduras que, acumuladas, podem ser fator de risco de câncer de pele.
• Atenção especial também para nariz e ombro, que têm um contato mais direto com os raios solares.
• Calvos devem tomar cuidado especial com o couro cabeludo.

Proteja-se contra doenças que chegam com o sol

Todo mundo sabe: a pele precisa de um cuidado especial durante o verão.
Além do perigo do câncer de pele, que, é bom ressaltar, está presente o ano todo, há aqueles incômodos mais típicos das épocas quentes, como micoses e cloasmas (manchas amarronzadas que aparecem no rosto).
Os olhos também precisam de uma atenção, para você não terminar o verão com uma conjuntivite (que, nas épocas de calor, são comumente causadas por bactérias).
A preocupação maior é, é claro, o câncer de pele. Apesar de não ser uma "doença de verão", essa é a hora de se proteger. Não é em um único verão que você desenvolve a doença, mas o acúmulo de verões sem proteção são um grande fator de risco.


Câncer de pele

O que é?
É um tumor (crescimento desordenado de células) que ocorre na pele.
Como age
Existem três tipos de câncer de pele. O carcinoma basocelular é o mais freqüente (70% dos casos). Ele é mais comum após os 40 anos, em pessoas de pele clara. Seu surgimento está diretamente ligado à exposição solar cumulativa durante a vida. Apesar de não causar metástase (quando o câncer se espalha pelo corpo), pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos. O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum e pode provocar metástase. Entre suas causas, além da exposição prolongada ao sol sem proteção estão o tabagismo, a exposição a substâncias químicas com arsênio e alcatrão e alterações na imunidade. O melanoma é o tipo mais perigoso, com alto potencial de produzir metástase. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoces. É mais freqüente em pessoas de pele clara e sensível. Normalmente, inicia-se com uma mancha escura.
Sintomas
Os sinais mais comuns são mudanças na pele aparentemente inocentes, como uma ferida que não sara ou uma pequena lesão endurecida, brilhante ou avermelhada e pintas, sinais e verrugas que crescem ou mudam de cor. Os homens têm maior incidência no tronco, na cabeça ou no pescoço, enquanto que as mulheres geralmente a apresentam nos braços e nas pernas.
Como prevenir?
O câncer de pele costuma aparecer depois dos 35 anos e acontece após uma vida inteira de exposição ao sol. Por isso, proteger seu pele do sol desde a infância é a sua melhor arma (use sempre protetor solar, evite o uso de câmaras de bronzeamento artificial) . É preciso um cuidado ainda maior com as pessoas com o biótipo de risco: pele e olhos claros, sardas e antecedentes de câncer da pele (inclusive, na família).
A quem recorrer?
Se perceber algum sintoma, procure seu dermatologista.

(Lúcia Arruda, presidente da Soc. Brasileira de Dermatologia/SP)



Auto-exame de pele

O auto-exame de pele é um método simples para detectar precocemente o câncer de pele, incluindo o melanoma. Se diagnosticado e tratado enquanto o tumor ainda não invadiu profundamente a pele, o câncer de pele pode ser curado.


Quando fazer?
Ao fazer o auto-exame regularmente, você se familiarizará com a superfície normal da sua pele. É útil anotar as datas e a aparência da pele em cada exame.

O que procurar?
• Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram;
• Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor;
• Feridas que não cicatrizam em 4 semanas;
• Deve-se ter em mente o ABCD da transformação de uma pinta em melanoma, como descrito abaixo:
- Assimetria - uma metade diferente da outra
-Bordas irregulares - contorno mal definido
- Cor variável - várias cores numa mesma lesão: preta, castanho, branca, avermelhada ou azul
- Diâmetro - maior que 6 mm

Como fazer?
1. Em frente a um espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e os lados direito e esquerdo;
2. Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços, braços e axilas;
3. Examine as partes da frente, detrás e dos lados das pernas além da região genital;
4. Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como os entre os dedos;
5. Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou secador, examine o couro cabeludo, pescoço e orelhas;
6. Finalmente, ainda com auxílio do espelho de mão, examine as costas e as nádegas.



Inca (Inst. Nacional do Câncer)

CUIDADOS COM O SOL III

O sol é fundamental para a vida em nosso planeta. Porém, a exposição exagerada aos raios ultra-violeta (UV), que são parte de seus componentes, pode causar alguns danos à saúde.

O sol emite tanto raios visíveis (luz visível e luz infravermelha), quanto invisíveis. Os raios invisíveis são conhecidos como raios ultravioleta e se dividem tipo A (UVA), tipo B (UVB) e tipo C (UVC). Os raios ultravioleta correspondem à maior parte do espectro da radiação ultravioleta. São os mais longos e atingem áreas mais profundas da pele. Produzem alterações que levam a manchas, ao fotoenvelhecimento e ao câncer. Mantêm sua intensidade constante durante todo o ano.




Para manter-se saudável e evitar doenças é importante expor-se ao sol, mas tomando sempre algumas precauções:
• Use filtros/bloqueadores solares, diariamente. Preste bastante atenção às partes do corpo que são expostas ao sol todos os dias mesmo quando você não está na praia ou na piscina como rosto, orelhas, pescoço e braços;
• Quando estiver em exposição direta ao sol, reaplique o filtro/bloqueador solar de 2 em 2 horas e sempre após nadar ou atividade física intensa;
• Use filtros solares/bloqueadores solares em crianças a partir de 6 meses de idade;
• Evite se expor ao sol no horário entre 10h e 15h;
• Use flitro/bloqueador solar mesmo em locais sombreados ou em dias nublados;
• Proteja-se durante o ano todo e não só no verão;
• Lembre-se sempre que as crianças precisam de ainda mais proteção que você. Até os 6 meses de idade os bebês devem ser mantidos fora da luz direta do sol. Mas, se não houver sombra à vista, use protetor solar. Pergunte ao seu médico qual o mais indicado para a criança.
• Use chapéu e roupas adequadas. Um boné pode ajudar muito na sua proteção, e roupas de algodão, de cores escuras, podem contribuir para manter a luz do sol fora.
• Não se esqueça dos óculos de sol. E escolha lentes que bloqueiem raios ultravioleta A e B.
• Os cuidados devem ser maiores em grandes altitudes e em climas tropicais, porque as radiações solares são mais intensas nessas áreas.
• Cuidado com os remédios que você usa, porque alguns deles podem fazer com que sua pele fique mais sensível ao sol. Pergunte ao seu médico.




Fonte:http://portal.mapfre.com.br

CUIDADOS COM O SOL II

Preste atenção para não se queimar pois o bronzeado já é um sinal de dano à sua pele causado pelo sol. E é um dano que se acumula, dia após dia, por toda a sua vida.


Efeitos benéficos
A luz do sol promove a síntese da vitamina D, necessária para fortalecer os ossos e evitar o raquitismo. Há também evidência de uma ligação entre exposição solar, produção aumentada de hormônios e melhora da disposição e do humor. Isto parece ter um papel importante na manutenção da saúde mental e dos ritmos circadianos. A privação prolongada de luz do sol, tal como ocorre em países do extremo norte durante o inverno, pode levar a distúrbios de ordem afetiva sazonal, caracterizado pela conhecida depressão nos invernos.


Efeitos maléficos
As alterações que ocorrem na sua pele pela exposição ao sol são: bronzeado, queimadura, sardas, reações de fotossensibilidade, imunossupressão, entre outras.
Essas alterações levam anos para se desenvolver e causam: rugas, manchas, perda de elasticidade e fotoenvelhecimento
Alterações graves como o câncer de pele podem ser letais e a maioria deles resulta de exposição excessiva à luz do sol. Os principais tipos são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular, epidermóide ou escamoso, e o melanoma. O câncer de pele é completamente curável quando tratado em seus estágios mais precoces.



# Todo mundo necessita se proteger do sol. Não importa a idade ou cor da pele.

O cuidado deve ser redobrado para quem tem a pele muito branca, olhos claros, cabelo vermelho, sardas, pessoas cuja pele se queima muito, mesmo com pouca exposição ao sol, bebês e crianças pequenas, pessoas com vitiligo, albinismo, porfirias, xeroderma pigmentoso, lupus eritematoso, eczema, rosácea e herpes simples.

Quando a pele é exposta à radiação ultravioleta, uma resposta da pele para se proteger tem início. As células chamadas de melanócitos, presentes na epiderme, produzem o pigmento melanina. Essa melanina pode absorver radiação UV e proteger a pele. Pessoas com pele mais escura têm a mesma quantidade de melanócitos que aqueles com pele clara, mas podem produzir mais melanina, o que lhes dá maior proteção.

Limite seu tempo no sol, apesar da hora ou estação.
Evite pegar sol entre 10 da manhã e 4 da tarde, quando raios de sol são os mais fortes. Procure ficar na sombra.
Cubra-se com roupas apropriadas, chapéu e óculos escuros.
Protetor solar, filtro solar, fotoprotetor ou fotobloqueador
Use um protetor solar com fator de proteção solar (FPS) 15 ou mais alto sempre que você estiver ao ar livre, até mesmo para esperar um ônibus na rua. Ele pode reduzir a incidência da maioria dos tipos comuns de câncer de pele e diminuir o envelhecimento precoce da pele.
Escolha um protetor solar com ingredientes que bloqueiam tanto os raios ultravioleta B quanto os ultravioleta A. Quanto mais alto o número do FPS, maior a proteção contra o sol.
Se possível, aplique-o 15 a 30 minutos antes de sair ao sol e reaplique o protetor solar se você suar, nadar, ou pelo menos de 2 em 2 horas. Atenção particular deve ser dada à proteção das mãos, ombros, orelhas, pescoço, nariz, pés, lábios e a área em volta dos olhos. Evite contato com os olhos e pálpebras.


Os protetores solares não devem ser aplicados em bebês com menos de 6 meses.

Fique bem longe de dispositivos de bronzeamento artificial como camas, refletores ou lâmpadas, a radiação ultravioleta emitida por lâmpadas artificiais é muito mais intensa que a luz do sol natural. Pode haver queimadura, envelhecimento prematuro da pele, e com certeza haverá no futuro um maior risco de câncer de pele.

Preste particular atenção aos bebês e crianças

Proteja as crianças e comece a lhes ensinar como se proteger do sol bem cedo na vida.

Proteja-se mesmo em dias nublados. As nuvens fornecem pouca proteção contra raios ultravioleta.

Proteja-se se você mora ou passa férias em latitudes mais perto ao equador, onde o sol é mais potente.

Quanto maior a altitude em relação ao nível do mar mais intensa a radiação ultravioleta.
Água, areia, concreto e neve estão altamente reflexivas e por isso a radiação alcança a pele até mesmo na sombra.

Reações de fotossensibilidade são reações anormais e exageradas à exposição ao sol.
Alguns medicamentos como certos antialérgicos do tipo antihistamínicos, fenotiazidas, tetraciclinas, pílula anticoncepcional e barbitúricos, entre outros, podem fazer com que a pele fique mais suscetível a queimaduras ou provocar reações como erupções, vermelhidão e inchação da pele. Indivíduos com doenças como vitiligo, lupus eritematoso e herpes simples, ou recebendo radioterapia também podem ser ter maiores problemas após a exposição solar.

Alergias ao protetor solar são raras. Isto pode ser devido ao agente ativo do produto ou aos outros ingredientes do protetor solar, tais como fragrâncias e preservativos. Se você desenvolver uma erupção ou vermelhidão, tente um produto diferente. Se a reação for intensa, consulte seu dermatologista.

Certificado Internacional de Vacinação

Quem viaja para o exterior deve conferir se seu destino é alvo de doenças ou epidemias, principalmente de febre amarela.
Em muitos casos, é preciso apresentar um comprovante de imunização e tomar precauções para entrar no país.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 120 países exigem o certificado internacional de vacinação contra febre amarela de pessoas que vieram de áreas infectadas pela doença, incluindo quem mora no Brasil.
Os passageiros que estiverem entrando no país e passarem por regiões de risco também devem apresentar o certificado.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão do Ministério da Saúde, também recomenda a vacinação contra febre amarela a pessoas que circulam por zonas endêmicas brasileiras como: Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
A vacina é gratuita, tem validade de dez anos e deve ser tomada pelo menos dez dias antes do embarque, tempo que leva para fazer efeito.

O certificado internacional é válido por dez anos, a partir de dez dias da primeira dose ou do dia da revacinação, e pode ser fornecido nos locais da aplicação, ou seja, postos do Ministério da Saúde ou agências da Vigilância Sanitária.
Muitos aeroportos, portos e fronteiras têm postos de vacinação. Apenas de 2% a 5% das pessoas apresentam reações adversas, no período de 5 a 10 dias após a aplicação. Os efeitos mais comuns são dor de cabeça, dor muscular e febre baixa. A vacina não deve ser tomada por grávidas, crianças com menos de seis meses, pessoas alérgicas a proteína de ovo, portadoras de imunodeficiência, contaminadas pelo vírus HIV ou que estejam usando medicamentos quimioterápicos ou a base de corticosteróides. Neste caso, o viajante deve ter um documento com os motivos médicos para que não seja vacinado. Também é aconselhável que as pessoas se imunizem contra gripe quando forem viajar durante o inverno, principalmente para o hemisfério norte.

Segue abaixo os Países que exigem certificado de vacinação para febre amarela.
Na hipótese de que o destino seja outro país que não exige vacina contra febre amarela, mas há conexão aérea em um dos países que exigem a vacina, é necessário tomá-la.
- Afeganistão
- Albânia
- África do Sul
- Angola
- Anguilla
- Antigua e Barbados
- Antilhas Holandesas
- Arábia Saudita
- Argélia
- Austrália
- Bahamas
- Bangladesh
- Barbados
- Belize
- Benin
- Bolívia
- Brasil
- Brunei
- Burkina Faso
- Burundi
- Butão
- Cabo Verde
- Camboja
- Camarões
- Cazaquistão
- Chade
- China
- Colômbia
- Congo
- Costa do Marfim
- Djibuti
- Dominica
- Egito
- El Salvador
- Equador
- Eritréia
- Etiópia
- Fiji
- Filipinas
- Gabão
- Gâmbia
- Gana
- Granada
- Grécia
- Guadalupe
- Guatemala
- Guiana
- Guiana Francesa
- Guiné
- Guiné Bissau
- Guiné Equatorial
- Haiti
- Honduras
- Iêmen
- Indonésia
- Índia
- Ilha Pitcairn
- Ilha Reunião
- Ilhas Salomão
- Ilhas Seychelles
- Iraque
- Jamaica
- Jordânia
- Kiribati
- Laos
- Lesoto
- Líbano
- Libéria
- Líbia
- Madagascar
- Malásia
- Malaui
- Maldivas
- Mali
- Malta
- Maurício
- Mauritânia
- Moçambique
- Myanma
- Namíbia
- Nauru
- Nepal
- Nicarágua
- Níger
- Nigéria
- Niue
- Nova Caledônia
- Omã
- Palau
- Panamá
- Papua Nova Guiné
- Paquistão
- Paraguai
- Peru
- Polinésia Francesa
- Portugal
- Quênia
- Republica Centro Africana
- Ruanda
- Samoa
- Samoa Americana
- Santa Helena
- Santa Lúcia
- São Cristóvão e Névis
- São Tome e Príncipe
- São Vicente e Granadinas
- Serra Leoa
- Senegal
- Singapura
- Síria
- Sri-Lanka
- Somália
- Suazilândia
- Sudão
- Suriname
- Tailândia
- Tanzânia
- Togo
- Tonga
- Trinidad e Tobago
- Tunísia
- Uganda
- Vietnã
- Zâmbia
- Zaire
- Zimbabue

O Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) é um documento que comprova a vacinação contra a febre amarela e/ou outras doenças. A possibilidade de exigência do CIVP é prevista no Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

De acordo com Nota Técnica nº 06/07/DEVEP/SVS/MS (PDF) o Brasil passa a recomendar a vacinação contra Febre Amarela para viajantes procedentes de áreas internacionais de risco para transmissão da doença ou com destino a estas áreas, bem como para viajantes com destino as áreas nacionais de risco para transmissão da mesma.

Conforme a referida Nota Técnica, o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), válido contra a Febre Amarela passa a ser exigido, conforme Decreto nº 87, de 15 de abril de 1991, somente para entrada em território nacional de viajantes internacionais procedentes de áreas de ocorrência de Febre Amarela que apresente risco para disseminação internacional. No momento não há nenhuma área apresentando risco de disseminação internacional da doença e, à medida que for estabelecido tal risco, será amplamente divulgado.

O Cartão Nacional de Vacina não possui validade internacional devendo ser apresentado nos Centros de Orientação ao Viajante para a emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia.


Para a emissão do CIVP é necessário:
Caso tenha realizado a vacinação em unidade de vacinação da rede municipal ou estadual, a apresentação do Cartão Nacional de Vacinação preenchido corretamente com: data da administração da vacina, lote da vacina, assinatura do profissional que realizou e identificação da unidade de saúde;
Apresentação de documento de identidade oficial com foto (carteira de identidade, passaporte, carteira de motorista válida, etc);
A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade;
Apresentação da Certidão de Nascimento para menores de idade (a vacina é recomendada para crianças a partir de 9 meses).
A emissão do CIVP pela autoridade sanitária estará condicionada a assinatura do viajante no ato, sendo imprescindível sua presença.


Isenção de vacinação

Para casos em que a vacinação ou a profilaxia for contra-indicada, deverá ser emitido o Atestado ou Certificado de Isenção de Vacinação e Profilaxia. A emissão deste certificado pode ser realizada por um profissional médico ou por um Centro de Orientação ao Viajante. Quando emitido por profissional médico deverá se utilizado o modelo de atestado médico específico, disponível abaixo, observando-se:

I. Preenchimento completo e de forma legível dos dados;
II. Identificação do profissional médico e do local onde for efetuado o atendimento;
III. Parecer médico de contra-indicação de vacinação ou profilaxia.

Para a emissão do Certificado de Isenção de Vacinação é necessário:

Documento de identidade oficial com foto (carteira de identidade, passaporte, carteira de motorista válida, etc);
A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade;
Para menores de idade (a vacina é recomendada para crianças a partir de 09 meses) é necessária a apresentação da Certidão de Nascimento.
Atestado médico de contra-indicação de vacinação ou profilaxia onde conste o nome do viajante e a contra-indicação para o recebimento da vacina contra febre amarela. O atestado deverá conter o endereço completo e o telefone do consultório, bem como o CRM, assinatura e carimbo do médico responsável.
Esclarecemos que os Centros de Orientação de Viajantes credenciados para emissão do CIVP poderão aceitar chancelar os atestados médicos de contra-indicação que estejam escritos em outros idiomas ou, caso o atestado médico não atenda ao solicitado (modelo acima referido), emitir um certificado de Isenção.

Como usar o Filtro Solar Corretamente




- Quando Aplicar?
O ideal é aplicar 30 minutos antes da exposição ao Sol

- Quanto Aplicar?
A quantidade correta de filtro solar deve observar a seguinte proporção - a quantidade de filtro que couber em um dedo indicador é o suficiente para proteger uma área equivalente ao dorso de sua mão.

- Como aplicar?
Espalhe o filtro solar suavemente até deixar por toda a pele uma superfície esbranquiçada, não devemos esfregar o produto até ele ficar transparente.

- Quando renovar?
O indicado é renovar a aplicação de filtro solar, no mínimo a cada 2 horas e sempre que entrar na água.

- Qual o Fator de Proteção eu devo usar?
O fator de proteção solar vai depender do seu tipo de pele porem um fator seguro é igual ou superior a 15.




Fonte: www.saudenainternet.com.br

Cuidados com o Sol I




Quem fica exposto ao Sol deve se proteger usando protetor solar com um fator de proteção no mínimo 15 (FPS), pois é no verão que a radiação solar é mais prejudicial à saúde de nossa pele. Especialistas alertam que o uso do filtro solar é essencial para se evitar queimaduras e câncer de pele, porém tem de ser usado da maneira correta.

Um bom exemplo de prática comum - e errônea - é passar o filtro solar na hora de praticar atividade física ou se expor ao sol. O ideal é passar o filtro com um período mínimo de 30 minutos antes da exposição ao sol. A renovação da proteção também costuma ser desrespeitada pelas pessoas.

A renovação é importante também para pessoas que praticam esportes aquáticos. No caso do triathlon, por exemplo, é fundamental o atleta passar protetor solar depois da natação. Por mais que o produto indique que não sai na água, a sua eficácia diminui bastante.

Efeitos da altitude


Em altitude há um aumento no ritmo da respiração e do batimento cardíaco, é comum também experimentar dor de cabeça, insônia, apnéia durante o sono, tosse, perda de apetite, enjôo, vômitos, diminuição da coordenação motora e fadiga. A urina, que no processo de aclimatação tende a aumentar, agora diminui devido à desidratação que o corpo passa. Em altitude o ambiente externo, muito seco e de baixa pressão, "suga", quase que por osmose, o líquido em nosso corpo. Perde-se muita água apenas respirando. É muito importante manter-se bem hidratado, mesmo quando não há sinais de sede. É recomendável também evitar bebidas alcólicas, pois o alcool contribui na desidratação.

A síndrome de altitude pode se agravar para um edema pulmonar e/ou cerebral. Fluídos invadem os pulmões, causando crises de tosse fortíssimas e eventualmente podendo literalmente afogar a pessoa. No caso de edema cerebral há uma dilatação do cérebro (também devido ao vazamento de fluídos) no compartimento rígido do crânio, causando fortes dores de cabeça, perda de coordenação e incapacidade de raciocínio. Ambos os casos de edema, se não tratados a tempo, podem levar à morte.

Para a melhora desses sintomas existem algumas drogas que podem ser administradas, mas o tratamento ideal (quando possível) é simplesmente baixar de altitude. Existe um velho ditado de montanha que serve de receita a uma boa aclimatação: Suba alto durante o dia, durma baixo à noite (climb high, sleep low).

Cada pessoa responde de forma única à altitude, a própria genética determina em parte a facilidade ou dificuldade nessa adaptação, mas de forma geral a aclimatação se torna mais eficiente quando feita de forma gradual e quando a pessoa está bem condicionada fisicamente. O estado emocional também conta, pois o stress tem um efeito vaso constritor, prejudicando a circulação do sangue. Detalhes como não fumar, e uma boa dieta, facilitam na adaptação à altitude.

Existe também a memória fisiológica, como aponta o montanhista Tiaraju Fialho: "A memória fisiológica fica gravada no organismo, acelerando os processos fisiológicos de aclimatação de quem já esteve mais vezes em grandes altitudes. Lembro de uma entrevista do Kukuczka*, ao retornar da primeira invernal ao Kanchenjunga, na qual ele dizia que a melhor aclimatação era estar lá, sempre!"

*Jerzy Kukuczka, escalador polonês de alta montanha. Em 1987 se tornou o segundo homem depois de Reinhold Messner a ter escalado todas as montanhas com mais de 8000 metros do mundo. O alpinista morreu durante uma tentativa de escalar a face sul do Lhotse, no Nepal, em 24 de outubro de 1989, a uma altitude de cerca de 8200 metros.

(Webventure)


Fonte:
www.zone.com.br

www.gentedemontanha.com

http://mundoestranho.abril.com.br

Ar rarefeito e aclimatação

A composição do ar é de aproximadamente 78% nitrogênio, 21% oxigênio e o 1% restante é composto de vapor de água, dióxido de carbono, metano e outros gases. Todos esses elementos estão confinados em uma camada da atmosfera chamada troposfera, que se estende da superfície do planeta até a base da estratosfera, tendo uma espessura que varia de 17 km nos trópicos a 7 km nos pólos. Todo esse ar tem um peso na superfícia do planeta, e embora a concentração de O2 no ar permaneça praticamente a mesma (21%) tanto ao nível do mar como a 8000m de altitude, a pressão diminui na medida que a altitude aumenta, devido ao peso do ar ser menor nas altitudes elevadas (menos ar em cima).

Com a diminuição da pressão atmosférica, o ar vai se tornando rarefeito, menos denso, e o número de moléculas de O2 disponíveis por metro cúbico diminui. Ou seja, não é que exista menos oxigênio no ar, mas sim menos ar no ambiente. Conseqüentemente, menos oxigênio disponível para ser respirado.

Com menos oxigênio entrando nos pulmões, a hemoglobina presente no sangue não consegue transportar a quantidade necessária de oxigênio para manter o equilíbrio das funções fisiológicas do corpo. O montanhsita Antonio Paulo Faria escreve no seu livro Montanhismo Brasileiro – Paixão e Aventura: "No nível do mar a hemoglobina pode transportar 19,5 ml de oxigênio em cada 100 ml de sangue; a 3000m de altitude a mesma quantidade de hemoglobina só consegue transportar 18,5 ml para cada 100 ml de sangue, ou seja, só há 95% de oxigênio disponível; a 8000m a mesma quantidade de hemoglobina só consegue transportar 8,5 ml para cada 100 ml de sangue."

Na privação de oxigênio, o corpo humano entra em um estado conhecido como hipoxia. É imprescindível uma adaptação a esse novo ambiente para sobreviver, e este processo de adaptação é conhecido no montanhismo como aclimatação. Nos primeiros dias em altitude, os rins, órgãos extremamente sensíveis à química do sangue, reagem secretando um hormônio conhecido como EPO (Eritropoietina), que aumenta a produção de glóbulos vermelhos na corrente sanguínea e a capacidade muscular. Os rins também mandam mais água para a bexiga, que sai na forma de urina, fazendo com que o corpo elimine uma quantidade maior de fluídos. Essa diurese, e o aumento de células vermelhas, torna o sangue mais espesso, o que pode em alguns casos interferir na irrigação de vasos mais finos, normalmente encontrados nas extremidades (circulação periférica).

Nesse aspecto, o escalador Maurício Clauzet coloca: "A hidratação é fundamental, não exatamente ao processo de aclimatação, mas à reação do corpo ao aclimatar. O aumento de hemácias torna o sangue mais espesso, viscoso, e isso prejudica a irrigação das extremidades e tecidos muito capilarizados, facilitando o congelamento dessas partes."

Samantha Chu acrescenta: "a hidratação é essencial, pois com o frio as pessoas sentem menos necessidade de ingerir água, correndo maior risco de se desidratar, o que acontece em lugares frios independentemente da altitude. As pessoas não sentem sede porque não sentem calor mas continuam transpirando e perdendo água através da respiração e transpiração. Além disso deve-se lembrar que ingerimos uma quantidade significante de água através dos alimentos no dia-a-dia o que não acontece em altitude devido à natureza dos alimentos ingeridos, geralmente desidratados, liofilizados, etc, ou seja, sem água. E, especialmente em altitude, é essencial que o organismo tenha água para poder funcionar normalmente. O ideal é ingerir pelo menos os 3 litros/dia recomendados, porque perdemos água sem perceber."

Quando o corpo não consegue se aclimatar à altitude, seja por subir muito rápido, não dando tempo suficiente ao organismo para se adaptar, ou por outros fatores, inclusive genéticos, ou em situações onde o corpo está aclimatado, mas permanece exposto à altitude por um período muito prolongado, existe o risco da pessoa entrar em um estado conhecido como "síndrome de altitude", ou "mal da montanha", que nos casos mais extremos pode se agravar e levar a um edema pulmonar e/ou edema cerebral.
(Filippo Croso - Webventure)





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Fisiologia de Montanha - Consequências ao organismo

Edema Pulmonar

Causado por perda de fluídos sangüíneos através de osmose. Os escaladores começam a perder a capacidade pulmonar gradativamente e tossir tais fluídos. Edemas pulmonares podem ser fatais se não tratados em questão de horas. Um bom remédio para este tipo de edema é simplesmente perder altitude. Este tipo de edema geralmente acontece quanto o escalador não se aclimata corretamente. Algumas pessoas, mesmo depois de longos processos de aclimatação, acabam contraindo edemas pulmonares. Um quadro de mal de montanha pode evoluir para edema pulmonar severo em questão de horas. Cada pessoa responde diferentemente à altitude e para os que ainda não tem experiência, é melhor se prevenir e ficar cauteloso ante edemas pulmonares.

Aumento da Hemoglobina

Estimulada pela falta de oxigênio (hipóxia) a medula óssea produz mais células vermelhas para assim conduzir mais oxigênio para o corpo. Por um lado, isso é bom pois o sangue contém mais oxigênio, mas por outro (aliás, outros dois), o sangue coagula facilmente, especialmente com a desidratação que é normal em altitudes extremas. Pelo fato do sangue se tornar mais espesso, ele circula com mais dificuldade pelo corpo, especialmente nas extremidades. Isso faz com que as calorias sejam mal distribuídas, podendo levar um membro ao congelamento em questão de minutos.

Edema Cerebral

Acima de 4000 metros, um coração normal bombeia muito mais sangue do que se estivesse ao nível do mar. Com o acréscimo da circulação e uma atmosfera 3 vezes menor que o normal, a pressão corporal faz que mais fluídos sanguíneos permaneçam no tecido cerebral. Inicialmente, isso causa dores de cabeça e náuseas. Mas depois de alguns dias de má aclimatação, isso pode chegar a rupturas de vasos sanguíneos e logo à morte. Pessoas com esse tipo de derrames devem ser levadas a altitudes mais baixas imediatamente, caso contrário não há forma de evitar a morte.

Hemorragias retinais

O excesso de fluído sanguíneo nos olhos e também o excesso de hemoglobina, pode causar pequenas rupturas nos vasos capilares na retina. Isso chega a ser normal acima de 5000 metros, é indolor e causa pequenas bolhas de sangue na retina. Mais tarde, essas bolhas podem se tornar maiores e causar perca temporária da visão, que pode ser irreversível.


Desidratação

Para manter o ritmo da circulação, os pulmões acabam trabalhando muito mais do que o normal. Muito mais água é perdida pelo vapor expirado, e isso pode levar logo à desidratação. Médicos recomendam que os escaladores bebam aproximadamente 6 litros por dia. Mas em si, isso já é uma luta, já que a água é conseguida por derretimento de neve. Náuseas e falta de sede, mesmo com a desidratação, são muito comuns nas altitudes extremas.


Fadiga Muscular

Devido ao consumo excessivo de oxigênio, os músculos ficam cansados facilmente. O gasto calórico chega a 2 ou 3 vezes maior que o nível do mar. Mesmo as simples atividades como respirar e dormir, acabam tornando-se cansativas. As reservas de energia dos músculos é consumida rapidamente se a necessidade calórica não for suprida pela alimentação. Acima de 5500 metros de altitude, o corpo não consegue repor mais os gastos, a massa muscular é consumida rapidamente. Isso faz parte da deterioração a que o escalador é submetido em altitudes extremas.

Digestão

O excessivo gasto calórico e também o excessivo consumo de oxigênio por parte dos músculos de maior porte (pernas, braços, abdómen), deteriora o processo da digestão nas grandes altitudes. Os músculos digestivos não trabalham mais como nas altitudes baixas. A zona acima de 5500 metros é chamada de "zona da morte" exatamente por isso. Até este ponto, o consumo calórico e de oxigênio, se balanceiam. Atividades simples como respiração, não requerem tanto oxigênio e calorias, sobrando assim, recursos para a digestão. Mas acima desta altitude, o processo se inverte e o corpo começa a se auto-consumir. A massa muscular é consumida rapidamente. Numa aclimatação mal sucedida (ou mesmo na bem sucedida), é comum que o escalador adquira diarréia. Falta de apetite e ausência de sede também são comuns nas grandes altitudes. É normal numa escalada a uma montanha de 6000 metros, que o escalador perca de 5 a 10 kg de massa. Em 1986, o espanhol Fernando Garrido quebrou o record mundial de permanência em altitude. Ele ficou mais de 60 dias no cume do Aconcágua, com 6962 metros. Garrido perdeu mais de 22 kg e teve que ser resgatado!

Congelamentos

O processo de produção de glóbulos vermelhos no sangue chega a duplicar nos primeiros dias a 5000 metros de altitude. Isso consome grandes quantidades de água e energia. Com maiores quantidades de hemoglobina e glóbulos vermelhos, o sangue ganha maior capacidade de captação de O2. Consequentemente, este fica muito mais espesso. As extremidades corporais (dedos, orelhas, nariz) são as mais afetadas pois não recebem sangue com a mesma rapidez que em altitudes baixas. O frio extremo retira calorias com muito mais rapidez destas extremidades, resultando em congelamento. Para ajudar com o processo de captação de oxigênio, o coração bombeia sangue com mais rapidez, o que gasta mais calorias que já eram quase ausentes.

Mesmo com roupas de penas de ganso (um dos melhores isolantes térmicos existentes) ou de fibras sintéticas, o corpo não quase não consegue produzir calorias e destiná-las às extremidades. A idéia das roupas é de parar um pouco a perca do calor do corpo para o ambiente. Frio de 30 graus negativos é totalmente diferente quando se está a 6000 metros e ao nível do mar. A perca de calor é muito maior nas grandes altitudes.


Beber água e se aclimatar bem é a chave para prevenção de congelamentos em altitude. Mantêr o sangue num estado liqüefeito normal fará com que a circulação nas extremidades corporais seja constante, o que diminuirá os riscos de congelamentos. O uso de aspirinas como medida preventiva é também uma boa estratégia. A aspirina contribui não deixando o sangue engrossar tanto durante o processo de aclimatação.

Nunca é demais dizer: Preste atenção no que você compra para colocar nas suas mãos e pés!!! Em cadeias montanhosas baixas como os Alpes, ou mesmo montanhas baixas ao redor de 4500 metros nos Andes, é aceitável o uso de botas semi-rígidas. Acima disso, ou em cadeias montanhosas nas extremas latitudes (Antártida, Alaska), no mínimo, são necessárias botas-plásticas. Em montanhas de 6000 metros no Alaska e Antártida e em montanhas de 8000 metros é preciso algo mais. Botas com polainas e isolamento incorporado como as Millet OneSport® ou Everest®, dominam os pés dos escaladores nas grandes altitudes. No entanto, é possível escalar com botas plásticas pesadas, com cobre-botas de neoprene.

Luvas têm as suas limitações e por haverem tantos tipos e modelos é difícil uma apropriada. Sempre tenha uma luva nas mãos, mesmo na hora de manipular equipamentos. Há tipos de luvas bem finas que cumprem esta função. À temperaturas ambientes menores que -20†C, é imprescindível o uso de mitons. Não podemos esquecer que adição de vento (sensação térmica menor) e humidade (condução maior), podem fazer com que o seu corpo perca muito mais calorias.

Um grande salto na prevenção de congelamentos nos pés e mãos, foi a invenção de aquecedores químicos. Geralmente estes vêm em pequenos sacos de tecido, pouco maiores que um saquinho de chá. Ao entrar em contato com o ar, eles produzem calor de até 80†C. Aquecedores químicos podem ser usados no interior de luvas e botas e geram calor por até 8 horas.

(Maximo Kausch)

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Efeitos da altitude na fisiologia e o processo de aclimatação
O corpo humano é perfeitamente adaptado para operar no habitat em que nasce e vive a maior parte da sua vida. Condições de temperatura, pressão, gravidade e radiação, entre outros fatores, fazem parte das variáveis que atuam sobre nossos processos físicos, químicos e biológicos.

Imagine como seria se a força da gravidade fosse como a da Lua, onde um salto para cima nos ergueria vários metros do solo. Com a nossa musculatura terraquea poderíamos escalar XI grau com facilidade. Por outro lado, em Júpiter, não conseguiríamos nem dar um passo, e provavelmente seríamos esmagados só com o peso do próprio corpo. Aliás é um absurdo em filmes de ficção científica, os personagens se deslocando por diversos planetas diferentes e caminhando como se todos os planetas tivesses exatamente 1G de gravidade. Muito inverossímil... essas mentiras só perdem para os filmes de escalada feitos pelos mesmos estúdios de cinema.

E a radiação solar? Se não fosse a camada de ozônio e o campo eletromagnético da Terra para nos proteger dos ventos solares, estaríamos fritos, literalmente. O mesmo acontece em relação à temperatura e pressão. Existe um equilíbrio interno que rege o bom funcionamento do corpo humano, e qualquer alteração nas condições externas irá ter uma influência neste equilíbrio, e conseqüentemente na fisiologia humana.

Quando estamos nas montanhas altas, sentimos os efeitos da altitude. Depois de respirar o ar da montanha, a hemoglobina (ou glóbulo vermelho) transporta o oxigênio para todas as células do corpo através da corrente sanguínea. A quantidade de hemoglobina que temos no nosso sistema é adequada à quantidade de oxigênio que inalamos no nosso habitat natural. Porém na medida que subimos de altitude, a quantidade de oxigênio disponível diminui, e isso ocorre devido à variação da pressão atmosférica.


(Filippo Croso - Webventure)


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Quais são os efeitos da altitude no corpo humano?

O coração dispara, o pulmão fica sem ar... Parece paixão, mas é só a altitude
Acima de 8 mil metros
Nesta região, conhecida como zona da morte, o corpo humano, por mais aclimatado que esteja, morre aos poucos. O coração dispara para suprir a necessidade de ar, o que pode causar arritmia e até uma parada cardíaca. O aproveitamento do oxigênio cai para 30%

7 mil metros
Aqui, o frio é tão intenso - pode chegar a -70 ºC - e o ar tão seco que as partes internas do corpo (menos protegidas), como a laringe, correm o risco de congelar. A falta de oxigênio fica tão crítica que só pessoas muito habituadas conseguem ficar sem usar máscara de respiração

6 mil metros
Começa o risco de desidratação, pois a umidade e a pressão do ambiente são muito baixas. Com isso, a água é praticamente sugada do organismo. A radiação ultravioleta cresce 4% a cada 300 metros e pode provocar queimaduras até nas córneas

5 mil metros
Não existe povoação fixa no planeta depois dos 5 500 metros de altitude - isso porque ninguém é capaz de se adaptar a essa altitude durante todo o ano. O aproveitamento de oxigênio cai para 50% e a pessoa se sente como se estivesse com uma ressaca brava

Até 4 mil metros

Aos 3 mil metros, o organismo começa a reagir à falta de oxigênio no ar. É o que acontece com os moradores de La Paz (3?600 metros de altitude), que precisam mascar folhas de coca para suportar os efeitos da altitude: respiração mais acelerada e aumento da freqüência cardíaca

Cabeça nas nuvens
Do cérebro aos olhos, o corpo inteiro sofre nos picos
Olhos
A claridade, muito maior lá em cima, agride os olhos e pode provocar fadiga ocular ou cegueira momentânea. Ficar sem óculos de sol, nem pensar
Cérebro
O aumento da circulação sanguínea faz com que ele inche. Sem ter para onde se expandir, ele fica comprimido no crânio, o que causa dor de cabeça. A falta de O2 dá até alucinações
Paladar
A perda de líquidos desequilibra os sais do corpo, como o cloreto de sódio, e o paladar fica zoado. O alpinista pode perder o apetite e ter sintomas parecidos com os da anorexia
Tecidos
As áreas mais expostas são pés, mãos, dedos e nariz. O frio e o déficit de oxigênio podem matar esses tecidos - em alguns casos, é preciso amputá-los
Edemas
A pressão atmosférica mais baixa pode causar edemas pulmonares, cerebrais e oculares. Os vasos se rompem e os órgãos começam a acumular líquidos
Sangue
A freqüência cardíaca aumenta e mais glóbulos vermelhos, que transportam O2, são produzidos e vão para o sangue. Ele fica mais espesso, um problema para vasos mais finos
Pulmões
Quanto maior a altitude, menos denso o ar e menor a quantidade de O2. O ritmo com que buscamos ar aumenta e mais gás carbônico é eliminado, o que altera a acidez do sangue
(Lorena de Oliveira)



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São 3 as principais doenças de altitude que parecem estar ligadas umas às outras. De fato, são 3 coisas diferentes:

Sintomas do Mal de Montanha Agudo

Também chamado "soroche" em castelhano ou "AMS" em inglês, esta é a primeira das doenças que pode ser adquirida durante sua permanência em grandes altitudes. O Mal da Montanha é bem comum e pelo menos 60% dos escaladores passa por isso. A principal causa é uma má aclimatação. Se não tratado, o Mal de Montanha pode evoluir para um quadro pior como edema pulmonar ou cerebral.

O principal sintoma, é uma interminável dor de cabeça, que geralmente aparece à noite e acabará com seu sono. Falta de apetite, respiração estranha e cansaço virão em seguida.
Antes de utilizar comprimidos, tente simplesmente parar de subir e descansar. Se não houver melhora, aí sim, apele para as drogas ou comece a descer. Geralmente, uma noite a 400 metros de altitude a menos irá resolver o seu problema. Às vezes, a preguiça é agravada pelo Mal de Montanha e mais uma noite na mesma altitude pode ser grave. Já vi pessoas irem dormir com uma leve dor de cabeça e acordarem com edema pulmonar grave. Tenha bom senso, pois alguém terá que te ajudar a descer se o seu quadro for grave e isso colocará esse alguém em risco também.

Sintomas do Edema Pulmonar

É raro que um edema pulmonar agudo se desenvolva nos primeiros dias de estadia em altitudes superiores a 3500 metros. No entanto, há casos de edemas pulmonares após 2 dias de permanência nesta altitude. Isso vai depender de sua programação genética. Se você está lendo este texto, você provavelmente não sabe a que altitude você começa a se sentir mal, portanto, esteja atento aos sintomas:

Em casos de edema pulmonar, é observada uma tosse sem produção de secreções. Nos casos graves, uma espuma rosa é produzida. A respiração ficará extremamente pesada e desconfortável. Mesmo sem praticar atividades físicas, o ritmo respiratório estará com uma freqüência mais elevada que o normal. A freqüência cardíaca também ficará elevada sem a prática de exercícios. Em casos graves é possível escutar um "ruído" nos pulmões da vítima a cada inspiração e expiração. É comum que a ponta dos dedos e lábios ganhem um tom roxo.

Oxigênio engarrafado fará um bom trabalho nos pulmões da vítima, conecte esta no oxigênio a 6 lt/minuto. O tratamento de edemas pulmonares é um tanto simples: perder altitude. O problema é que às vezes a vítima não se encontra em condições de caminhar e é preciso carregá-la. Se for realmente preciso mantêr a vítima na mesma altitude até que um helicóptero chegue ou um resgate seja providenciado, é crucial que a vítima seja colocada numa câmera hiperbárica. É comum encontrar daquelas infláveis em acampamentos bases de montanhas movimentadas. A câmera hiperbárica inflável geralmente simula altitudes de 2000 metros inferiores da verdadeira. Isso é uma mão na roda para o doente, mas é horrível para a pessoa que fica do lado de fora bombeando ar constantemente com uma bomba. Vasodilatadores são usados no tratamento de edemas pulmonares.

Sintomas do Edema Cerebral

O edema é causado por fluído retido no cérebro e por conseqüência este acaba inchado. Das 3 doenças de altitude, esta é a que mata mais rápido e este é raro abaixo de 4000 metros de altitude. À primeira vista, uma pessoa com edema cerebral, parece estar bêbada. Os principais sintomas são náuseas, fortes dores de cabeça, vômitos, confusão mental, dificuldade na tomada de decisões, problemas com memória e eventualmente, coma e morte. Sem tratamento, imediato, um quadro de pré-edema cerebral, pode evoluir ao óbito em questão de horas. Neste caso, também devemos descer a vítima à altitudes inferiores. Se a descida não for possível, é necessário o tratamento com potentes esteróides para desinchar o cérebro. Assim como em casos de edema pulmonar, a vítima deveria ser tratada com oxigênio suplementar à razão de 6 lt/minuto.
(Gente de Montanha)

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(Webventure)


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Altitude - ACLIMATAÇÃO

A altitude é uma conquista e também um desafio para aqueles que apreciam as alturas. Sempre que se trata de uma aventura, ou de superação de limites da natureza é importante conhecimento de causa para que grandes momentos não se tornem desagradáveis e até fatais.
Então o Brasil RS foi buscar a palavra de quem entende do assunto e sabe tudo que pode acontecer depois que se supera o desafio de determinadas ‘alturas’, e deixamos a s dicas deles aqui para você planejar mais tranqüilo seu próximo ‘pico’!



Antes de altitude ... aclimatação!


* Aclimatação de Verdade

Se a aclimatação não fosse necessária, as escaladas seriam realmente mais fáceis e não teríamos que nos concentrar tanto numa atividade que não é a de chegar no cume.

Muitos leigos, ao observar as idas e vindas aos acampamentos, acabam não entendendo o porquê desta "enrolação" e terminam por não enxergar a objetividade de todo este planejamento.

Aclimatação é a pior parte de uma expedição à altitude e também, a principal. É aquele processo chato, em que você tem que esperar o seu corpo se adaptar às condições atmosféricas extremas, cujo corpo não conseguiria suportar em altitudes normais.

Essas condições consistem em: pressão menor, baixo teor de oxigênio e ambiente de altitude. O processo de aclimatação é um tanto quanto simples:

Primeiramente, devemos lembrar que todos os corpos são diferentes e se aclimatam em tempos e formas diferentes. Generalizando, os primeiros problemas podem começar a acontecer acima de 2900 metros de altitude. É por esta razão (e também para economizar dinheiro), a pressão de cabine de aviões nunca simula altitudes maiores que 2900 metros. Um dos primeiros sintomas que se sente ao chegar em altitudes superiores é a sonolência. Novamente, as companhias aéreas se aproveitam deste fato, já que boa parte dos passageiros vai ter sono e não consumirá tantos recursos durante o vôo.

Entretanto, em algumas pessoas, os problemas só começam a aparecer acima de 5000 metros. Não devemos ter estes sortudos em conta na hora de aclimatar. Aparentemente, esta "sorte" é uma predestinação genética e não depende de praticar esportes, beber água ou comer bem.

A aclimatação perfeita começa antes mesmo de subirmos a montanha. Uma boa preparação para se aclimatar bem é praticar esportes que exijam do seu cardiovascular. Além disso, é recomendável beber muita água começando um dia antes de passar da linha dos 3000 metros.

Ao detectar a baixa presença de oxigênio na atmosfera, o corpo começa a produzir mais glóbulos vermelhos. O aumento na presença destes, causa com que o sangue fique mais espesso, o que pode trazer problemas à tecidos pulmonares e cerebrais. Para evitar esses problemas, devemos fazer com que o sangue se mantenha liquefeito através de hidratação. Beber água, certamente é o que mais ajudará a aclimatação. É sempre bom observar a cor da urina durante a sua subida. Urina mais escura evidencia uma hidratação pobre.

Ao passar dos 3000 metros de altitude, é realmente importante que se tenha uma estratégia de aclimatação. As melhores estratégias vão depender dos corpos de cada um e você só vai saber qual é a que melhor se adapta a você através de experiência. Aparentemente, uma lenta mas eficiente estratégia, parece funcionar para todos: "carregar alto de dormir baixo", ou seja, depositar cargas em lugares altos e voltar a dormir num lugar mais baixo.

Devemos lembrar que não é só à baixa presença de oxigênio que o corpo deve se acostumar, mas também à baixa pressão externa, o que leva tempo. O fato de subirmos à altitudes superiores do que a que iremos dormir, de certa forma, engana o corpo e estimula uma extra produção de glóbulos vermelhos antecipadamente.

Acima de 3000 metros

Na teoria, deveríamos passar pelo menos uma noite a 3000 metros antes de continuarmos aos 4000. Após passar pelo menos 2 noites acima de 4000 metros, aí sim, deveríamos iniciar a estratégia de carregar alto e dormir baixo... chega a ser infalível. Tenha em mente que longas e exaustivas caminhadas não vão ajudar em nada na aclimatação, tente pegar leve no começo.

Exaustão X Aclimatação

Muitas pessoas, como eu, acabam exagerando nos dias enquanto ainda se sentem bem. Isso geralmente se dá abaixo dos 5000 metros. Chegar exausto a um acampamento, não vai ajudar em nada na sua aclimatação. Num caso de exaustão, o seu corpo vai priorizar a recuperação física no lugar da adaptação às altitudes. Assim, se degradará rapidamente e o seu processo de aclimatação vai passar por uma "pausa". É de vital importância que você se resguarde e não gaste demasiada energia, mesmo que você a tenha. Como você vai ter tempo de se recuperar depois, o ataque ao cume é a única situação em que a queima total da energia corporal é aceitável. É importante lembrar que a subida ao cume é somente metade do caminho.

Zona da Morte - acima de 5500 metros

O nome é assustador, mas se a aclimatação for bem planejada, você pode escapar ileso desta zona. O nome vêm desta faixa de altitude, onde a relação consumo / obtenção de calorias, se desbalanceia e você acaba gastando mais do que o seu corpo consegue absorver. E sim, de fato, se você permanecer ali por alguns meses, poderá até morrer. Se a montanha em questão tiver mais que 7000 metros de altitude, mantenha uma base montada ao redor de 5500 metros, assim você poderá voltar para dormir após os seus trabalhos e não se desgastar tanto. Não ascenda mais que 1000 metros por dia. Não leve isso ao pé da letra, já não é em todas as montanhas que podemos dormir a exatamente 1000 metros acima do último acampamento.

Em terceiro, volte à sua base, após qualquer atividade nos acampamentos mais altos. Aumente a quantidade de dias de permanência nos acampamentos altos gradativamente. Nestas altitudes, é fundamental manter uma boa alimentação. Cozinhar por si só é algo muito fatigante, não só porquê temos que derreter neve, mas porquê nunca se tem vontade de comer nas altitudes. O gasto calórico é absurdamente alto, e se uma boa dose de calorias não for absorvida todo dia, seu corpo se dregadará em poucos dias, além disso, sua aclimatação será prejudicada. É fundamental pelo menos uma descida à altitudes de pelo menos 4000 metros para descansar e se recuperar da chamada Zona da Morte. Relaxe e coma bem nesta descida.

A permanência em altitudes superiores a 7500 metros, não ajudará em nada na sua aclimatação. Subidas nestas altitudes requerem longos períodos de descanso, e é somente recomendável superar os 7500 metros durante o ataque ao cume.

Se a montanha em questão tem entre 6000 e 7000 metros de altitude, é possível subir sem ter que descansar tanto. A degradação corporal numa montanha de 6000 metros chega a ser aceitável e para não permanecer tanto tempo na altitude, é até melhor ficar somente alguns dias ao redor de 5500 metros antes de atacar o cume.

Por fim, lembre-se que você pode ser um dos escolhidos, que assim como eu, vai ter que ficar mais tempo do que o normal para se aclimatar. Uma aclimatação ruim vai tornar tudo mais difícil. Qualquer atividade, o mais simples que seja, vai ser mais dolorosa e sacrificadora. Lembre-se como o seu corpo reagiu na sua última estadia na altitude e tente escolher a estratégia certa para o seu corpo.
(Maximo Kausch)




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